quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Cultura Afro-Brasileira

 

Trabalho referente à disciplina de Artes.

Prof Bel

Aluno: ABILIO MACHADO

Cultura Afro-Brasileira

A escravidão no Brasil durou mais de 400 anos e apesar do lado negativo e das consequências que são enfrentadas até hoje tais como o preconceito e a demora da inclusão do negro na sociedade como um ser humano. A cultura Afro-Brasileira é uma consequência positiva na nossa cultura resultante dos anos de convivência com os africanos. Como o próprio nome diz a cultura Afro-Brasileira é uma junção de uma riqueza em arte cultural da África com a cultura Brasileira.

Na linguagem, na culinária, na arte, na dança, religiões, esses somos influenciados há cada dia.

Na linguagem moleque, quiabo, fubá, caçula, angu, cachaça, dengoso, quitute, berimbau e maracatu. Todas essas palavras incluídas no nosso cotidiano vieram da linguagem dos escravos e de suas práticas.

As escravas africanas eram que cuidavam da cozinha nos engenhos, fazenda, casa grande, permitiu a difusão da cultura na alimentação. Vatapá, acarajé, pamonha, munguzá, caruru, quiabo e chuchu e os temperos como pimentas, leite de coco e azeite dendê, foram todos trazidos da África.

No aspecto religioso, os africanos sentiam a necessidade de cultuar seus deuses mas como tinham que adquirir o catolicismo então misturavam as religiões num processo de sincretismo, isso para disfarçarem suas religiões e o resultado disso nos dias de hoje são o Candomblé, Umbanda e Quimbanda como uma das religiões.

Na música, dança e instrumentos, também são grandes influências usadas por nós nos dias de hoje, tais como o samba, axé, maracatu, congada, indu e capoeira referentes as nossas músicas atuais, e nos instrumentos tambores, atabaque, cuíca, algumas flautas, marimba e berimbal, e na dança o umbinga e no canto o jongo.

A arte Afro-Brasileira

A arte é cultura, mas principalmente as manifestações artísticas através de pinturas, esculturas, e objetos incrivelmente arquitetados manifestam a cultura africana em conjunto com a portuguesa e indígena. Após a abolição da escravidão e o vencimento aos poucos do preconceito fomos enriquecido grandemente também na arte material, uma expressão muitas vezes religiosas passadas para o pincel ou esculturas. Atualmente depois dos cem anos de abolição Emanuel Araujo vem trabalhando e descobrir e exibir essa arte através de exposições a primeira foi “A mão Afro Brasileira” e em seguida “Negros Pintores” e agora trabalha em um museu especialmente para a arte afro brasileira. Para ele resgatar a essa arte é tratar a ignorância seguida até os dias de hoje com a cultura brasileira em geral. Nos seus projetos árticos são tratados 10 pintores e muitas quadros lindos. Além de pinturas e das diversas esculturas vistas diariamente, como bonecas, e manifestações religiosas representando seus deuses, podem também destacar a moda que é mais uma parte da nossa cultura favorecida onde cores e estampas estão ficando cada vez mais comuns.

A arte afro brasileira é um sincretismo religioso e artísticos do qual nós usamos cada vez mais.

PINHOLE

 

Trabalho referente à disciplina de Artes. 

Prof  Bel

 Aluno ABILIO MACHADO



Pesquisa como fazer uma câmera artesanal: PINHOLE

Materiais:

1 Lata de alumínio ou uma caixa que não entre luz.

1 Folha de papel fotográfico.

1 Pedaço de papel cartão preto ou tinta preta.

1 Prego e 1 Martelo

1 Lata de refrigerante vazia

1 Lixa

Revelador fotográfico, interruptor fotográfico, fixador fotográfico e fita adesiva preta.

Modo de fazer:

  1. Cole o papel cartão dentro da lata para que não entre absolutamente luz nenhuma. Se estiver usando tinta, pinte todo seu interior. Não se esqueça de que a tampa também deve ficar preta!

  2. Faça um furo na parte lateral da lata usando o prego. Com a lixa, tire as rebarbas de alumínio que ficaram.

  3. Faça um pequeno quadrado com o alumínio da lata de refrigerante e cole do lado de fora da sua máquina fotográfica. Não se esqueça de fazer um furinho, bem pequenininho, no meio desse quadrado.

  4. Cole o quadrado de alumínio na lata. Não se esqueça de alinhar os furos! Em seguida, do lado de fora, tampe o furo com a fita adesiva.

  5. Coloque o papel fotográfico dentro da lata.

Depois é só ter cuidado para revelar as fotos, e manobrar a câmera que com tempo fica calibrada.

Dialética do trabalho - Trabalho de Sociologia

 

Colégio Estadual do Paraná

Curso de Arte Dramática e Formação do Ator Cênico III

Fundamentos do Trabalho

Professora de Sociologia  Eliana



ABILIO MACHADO



O dinheiro é a essência alienada do trabalho e da existência do homem; a essência domina-o e ele adora-a. Karl Marx.


Sociologia

Dialética do trabalho


  1. Qual deveria ser o significado do trabalho, presente na primeira parte do texto?



O autor atualiza e reforça argumentos sobre as transformações ocorridas nesse universo e as consequentes implicações nos planos: social e político. Aborda a relevância do trabalho na atualidade e a não desaparição e perecimento do mesmo, como defende a corrente eurocêntrica, pautada na repercussão do progresso científico-tecnológico no capitalismo contemporâneo. Contrário à questão da finitude do trabalho, o autor lança o desafio de se compreender o mosaico de formas que configura a classe trabalhadora atual, considerando o seu caráter polissêmico e multifacetado.

Antunes evoca uma noção de classe trabalhadora mais abrangente, não restrita, como em meados do século passado, ao proletariado industrial ou ainda a ideia que reduz o trabalho produtivo exclusivamente ao universo fabril. Congrega, por conseguinte, todos aqueles que vendem sua força em troca de salário e são desprovidos dos meios de produção. Incorpora, além do proletariado industrial e rural, os assalariados do setor de serviços, os trabalhadores terceirizados, subcontratados, temporários, os trabalhadores de telemarketing e call center, os motoboys, além de incluir a totalidade dos desempregados.







  1. Qual avaliação de Marx sobre o trabalho na ordem do capital?



O sugestivo título do livro se refere a uma passagem de “O Capital”, onde Karl Marx afirma que a manufatura separou o trabalhador dos meios de produção, assim como quem aparta o caracol de sua concha. Assim, o grande desafio da sociedade moderna é recuperar, em bases totalmente novas, a indissolúvel unidade entre o caracol e sua concha, já que tal molusco não consegue sobreviver sem sua proteção natural.

Ou seja: De acordo com Marx, capital e trabalho apresentam um movimento constituído de três momentos fundamentais:

Primeiro, “a unidade imediata e mediata de ambos”; significa que num primeiro momento estão unidos, separam-se depois e tornam-se estranhos um ao outro, mas sustentando-se reciprocamente e promovendo-se um ao outro como condições positivas;

Em segundo lugar, “a oposição de ambos”, já que se excluem reciprocamente e o operário conhece o capitalista como a negação da sua existência e vice-versa;

Em terceiro e último lugar, “a oposição de cada um contra si mesmo”, já que o capital é simultaneamente ele próprio e o seu oposto contraditório, sendo trabalho (acumulado); e o trabalho, por sua vez, é ele próprio e o seu oposto contraditório, sendo mercadoria, isto é, capital.







  1. O que é alienação do trabalho para Marx? Como ela acontece?



A alienação ou estranhamento é descrita por Marx sob quatro aspectos:



1. O trabalhador é estranho ao produto de sua atividade, que pertence a outro. Isto tem como consequência que o produto se consolida, perante o trabalhador, como um “poder independente”, e que, “quanto mais o operário se esgota no trabalho, tanto mais poderoso se torna o mundo estranho, objetivo, que ele cria perante si, mais ele se torna pobre e menos o mundo interior lhe pertence”;

2. A alienação do trabalhador relativamente ao produto da sua atividade surge, ao mesmo tempo, vista do lado da atividade do trabalhador, como alienação da atividade produtiva. Esta deixa de ser uma manifestação essencial do homem, para ser um “trabalho forçado”, não voluntário, mas determinado pela necessidade externa. Por isso, o trabalho deixa de ser a “satisfação de uma necessidade, mas apenas um meio para satisfazer necessidades externas a ele”. O trabalho não é uma feliz confirmação de si e desenvolvimento de uma livre energia física e espiritual, mas antes sacrifício de si e mortificação. A consequência é uma profunda degeneração dos modos do comportamento humano;

3. Com a alienação da atividade produtiva, o trabalhador aliena-se também do gênero humano. A perversão que separa as funções animais do resto da atividade humana e faz delas a finalidade da vida, implica a perda completa da humanidade. A livre atividade consciente é o caráter específico do homem; a vida produtiva é vida “genérica”. Mas a própria vida surge no trabalho alienado apenas como meio de vida. Além disso, a vantagem do homem sobre o animal – isto é, o fato de o homem poder fazer de toda natureza extra-humana o seu “corpo inorgânico” – transforma-se, devido a esta alienação, numa desvantagem, uma vez que escapa cada vez mais ao homem, ao operário, o seu “corpo inorgânico”, quer como alimento do trabalho, quer como alimento imediato, físico;

4. A consequência imediata desta alienação do trabalhador da vida genérica, da humanidade, é a alienação do homem pelo homem. “Em geral, a proposição de que o homem se tornou estranho ao seu ser, enquanto pertencente a um gênero, significa que um homem permaneceu estranho a outro homem e que, igualmente, cada um deles se tornou estranho ao ser do homem”. Esta alienação recíproca dos homens tem a manifestação mais tangível na relação operário-capitalista.

É dessa forma, portanto, que se relacionam capital, trabalho e alienação, promovendo a coisificação ou reificação do mundo, isto é, tornando-o objetivo, sendo que suas regras devem ser seguidas passivamente pelos seus componentes. A tomada de consciência de classe e a revolução são as únicas formas para a transformação social.



  1. Qual o significado de work e labor para Marx?



A distinção entre trabalho [labor], obra [work] deveria ser examinada acentuando o ponto de vista temporal da durabilidade dessas diferentes atividades humanas.

Marx refere-se aqui a categoria de trabalho tal como ela é concebida pela economia política moderna e é ainda no contexto de sua análise da produção capitalista que ele estabelece a distinção entre trabalho geral abstrato, trabalho que põe o valor de troca (uma forma especificamente social do trabalho) e trabalho enquanto produtor de valores de uso, ou seja, o trabalho enquanto atividade útil que visa, de uma forma ou de outra, a apropriação das matérias naturais. Apenas este ˙último, observa Marx, é uma condição [natural] de existência do homem, independente de todas as formas de sociedade, eterna necessidade natural de mediação do metabolismo entre homem e natureza e, portanto, da vida humana.

Assim, por exemplo, o trabalho de um alfaiate, tem seu determinado material como atividade produtiva particular, produzir a roupa, mas não o seu valor de troca. Este é produzido pelo trabalho em si, não como trabalho de alfaiate, mas sim como trabalho abstratamente geral, que está inserido em um conjunto social, e cuja textura não saiu das mãos do alfaiate e sim de todo o contexto social, politico e econômico daquele instante ou momento.



CONCLUSÃO

Marx parte do pressuposto de que a concepção histórica humana é materialista, asseverando “a existência de indivíduos humanos vivos”. Portanto, os homens produzem seus meios de vida, a partir das condições postas pela natureza e, diferente dos animais, modificam-na de acordo como suas necessidades, através de suas ações no decorrer da história.

Define o trabalho como a atuação do homem sobre a natureza externa para dar utilidade aos seus recursos, como forma de satisfazer as necessidades humanas, configurando-se como dispêndio de força humana, física e mental sobre a natureza, para a produção de valores de uso. Assim o trabalho se torna resultado de um processo entre o homem e a natureza, no qual esta é regulada e transformada pela ação do homem, que em si, quanto homem, também se autotransforma.



Os operários não têm pátria.

Karl Marx



REFERÊNCIA

ANTUNES, Ricardo. O caracol e sua concha. São Paulo: Bomtempo, 2005.

GIANNOTTI, J. A. Trabalho e Reflexão, Ensaios para uma dialética da sociabilidade,

São Paulo, Brasiliense, 1983.

O QUE É CULTURA - Resumo

 



Resumo apresentado à disciplina de Sociologia,





SANTOS, José Luiz dos. O que é Cultura. 14 ed. ­­­- São Paulo: Brasiliense, 1994. – (Coleção primeiros passos; 110)



Cultura é uma preocupação contemporânea, bem viva nos tempos atuais. É uma preocupação em entender os muitos caminhos que conduziram os grupos humanos às suas relações presentes e suas perspectivas de futuro. As transformações por que passam as culturas, seja movida por suas forças internas, seja em consequência desses contatos e conflitos, mais frequentemente por ambos os motivos. Assim, cultura diz respeito à humanidade como um todo e ao mesmo tempo a cada um dos povos, nações, sociedades e grupos humanos.

Cada realidade cultural tem sua lógica interna. Entendido assim, o estudo da cultura contribui no combate a preconceitos, oferecendo uma plataforma firme ara o respeito e a dignidade nas relações humanas. Na verdade, se a compreensão a cultura exige que se pense nos diversos povos, nações, sociedades e grupos humanos, é porque eles estão em interação. Se não estivessem não haveria necessidade, nem motivo nem ocasião para que se considerasse variedade nenhuma. Saber se há uma realidade cultural comum à nossa sociedade torna-se uma questão importante. Do mesmo modo evidencia-se a necessidade de relacionar as manifestações e dimensões culturais com as diferentes classes e grupos que a constituem. Vejam, pois que a discussão sobre cultura pode nos ajudar a pensar sobre nossa própria realidade social, o por que as culturas variam tanto e de quais os sentidos de tanta variação. Mais importante ainda é observar que o destino de cada agrupamento esteve marcado pelas maneiras de organizar e transformar a vida em sociedade e de superar os conflitos de interesse e as tensões geradas na vida social. Cada resultado de uma história particular, e isso incluem também suas relações com outras culturas, as quais podem ter características bem diferentes. Pensa-se em hierarquizar essas culturas segundo algum critério. Argumenta-se aqui que cada cultura tem seus próprios critérios de avaliação e que para tal hierarquização ser construída é necessário subjugar uma cultura aos critérios de outra. Todas as sociedades humanas fariam necessariamente parte dessa escala evolutiva, dessa evolução em linha única. Assim, a diversidade de sociedades existentes no século XIX representaria estágios diferentes da evolução humana: sociedades indígenas da Amazônia poderiam ser classificadas no estágio da selvageria; reinos africanos, no estágio da barbárie. Quanto à Europa classificada no estágio da civilização, considerava-se que ela já teria passado por aqueles outros estágios. As concepções de evolução linear foram atacadas com a idéia de que cada cultura tem sua própria verdade e que a classificação dessas culturas em escalas hierarquizadas era impossível, dada a multiplicidade de critérios culturais. A diversidade das culturas existentes acompanha a variedade da história humana, expressa possibilidades de vida social organizada e registra graus e formas diferentes de domínio humano sobre a natureza. A idéia de uma linha de evolução única para as sociedades humanas é, pois, ingênua e esteve ligada ao preconceito e discriminação raciais. Verifica-se assim que as observações de cultura alheia se fazem segundo pontos de vista definidos pela cultura do observador, que os critérios que se usa para classificar uma cultura são também culturais. Ou seja, segundo essa visão, na avaliação de culturas e traços culturais tudo é relativo. Passa-se assim da demonstração da diversidade das culturas para a constatação do relativismo cultural. Observem o quanto essa equação é enganosa. Só se pode propriamente respeitar a diversidade cultural se entender a inserção dessas culturas particulares na história mundial. Não há superioridade ou inferioridade de culturas ou traços culturais de modo absoluto, não há nenhuma lei natural que diga que as características de uma cultura a façam superior a outras. As culturas e sociedades humanas se relacionam de modo desigual. As relações internacionais registram desigualdades de poder em todos os sentidos, os quais hierarquizam de fato os povos e nações. É importante considerar a diversidade cultural interna à nossa sociedade; isso é de fato essencial para compreendermos melhor o país em que vivemos. Mesmo porque essa diversidade não é só feita de idéias; ela está também relacionada com as maneiras de atuar na vida social, é um elemento que faz parte das relações sociais no país. Mesmo as sociedades indígenas mais afastadas têm seu destino ligado à sociedade nacional que em sua expansão as envolve, coloca em risco sua sobrevivência física e cultural, conduz a mudanças em sua forma de viver e as introduz a novas concepções de vida, a novas técnicas, a um novo idioma e a novos problemas. Por cultura se entende muita coisa, e a maneira como falei dela nas páginas anteriores é apenas um entre muitos sentidos comuns de cultura. Cultura está muito associada a estudo, educação, formação escolar. Assim, cultura diz respeito a tudo aquilo que caracteriza a existência social de um povo ou nação, ou então de grupos no interior de uma sociedade. Cultura refere-se a realidades sociais bem distintas. Cultura era então uma preocupação de pensadores engajados em interpretar a história humana, em compreender a particularidade dos costumes e crenças, em entender o desenvolvimento dos povos no contexto das condições materiais em que se desenvolviam. É preciso considerarmos dois aspectos principais aos quais a consolidação das preocupações com cultura esteve associada. Em primeiro lugar, foi no século XIX que se tornou dominante uma visão laica, quer dizer, não-religiosa, do mundo social e da vida humana. Até então o cristianismo tivera força para se impor na definição de práticas e comportamentos; a visão de mundo cristã oferecia à Europa os modelos principais que ordenavam o conhecimento e a interpretação do mundo e das relações sociais. Assim a moderna preocupação com cultura nasceu associada tanto a necessidades do conhecimento quanto às realidades da dominação política. Na América Latina, e o Brasil é bem um caso, as culturas de povos e nações que habitavam suas terras antes da conquista européia foram sistematicamente tratadas como mundos à parte das culturas nacionais que se desenvolveram. O importante para pensarmos a nossa realidade cultural é entendermos o processo histórico que a produz, as relações de poder e o confronto de interesses dentro da sociedade. Cultura pode por um lado referir-se à alta cultura, à cultura dominante, e por outro, a qualquer cultura. No primeiro caso, cultura surge em oposição à selvageria, à barbárie; cultura é então a própria marca da civilização. Ou ainda, a alta cultura surge como marca das comadas dominantes da população de uma sociedade; se opõe à falta de domínio da língua escrita, ou à falta de acesso à ciência, à arte e à religião daquelas camadas dominantes. Nas transformações da idéia de cultura durante os séculos XVIII e XIX, a discussão sobre cultura surgiu associada a uma tentativa de distinguir entre aspectos materiais e não-materiais da vida social, entre a matéria e o espírito de uma sociedade. Cultura é uma construção histórica, seja como concepção, seja como dimensão do processo social. Ou seja, a cultura não é algo natural, não é uma decorrência de leis físicas ou biológicas. Ao contrário, a cultura é um produto coletivo da vida humana. Uma das características de muitas das sociedades contemporâneas, inclusive a nossa própria, é a grande diversificação interna. As preocupações com cultura popular são tentativas de classificar as formas de pensamento e ação das populações mais pobres de uma sociedade, buscando o que há de específico nelas, procurando entender a sua lógica interna, sua dinâmica e, principalmente, as implicações políticas que possam ter. De fato, ao longo da história a cultura dominante desenvolveu um universo de legitimidade própria, expresso pela filosofia, pela ciência e pelo saber produzido e controlado em instituições da sociedade nacional, tais como a universidade, as academias, as ordens profissionais (de médicos, advogados, engenheiros e outras). Para ser pensada assim, a cultura popular tem de ser encarada não como uma criação das instituições dominantes, mas como um universo de saber em si mesmo constituído, uma realidade que não depende de formas externas, ainda que se opondo a elas. Outro problema é que é muito difícil numa sociedade como a nossa estudar manifestações culturais que não estejam relacionadas às poderosas instituições dominantes e suas concepções. Observem que uma insistência em opor popular e erudito acabaria por operar às avessas: ao invés de nos preocuparmos com a realidade cultural de um setor da população, definiríamos o setor da população de acordo com a realidade cultural. Apesar das diferenças que pode haver entre as duas preocupações, falar em cultura de classe tem dificuldades em comum com o estudo da cultura popular. O que se pode fazer ao falar em cultura de uma classe social é procurar localizar os núcleos mais importantes de sua existência social, as relações que definem essa existência, procurando a expressão cultural deles. Mas essa é sempre uma preocupação limitada. No caso das modernas sociedades industrializadas é comum que elas sejam consideradas como sociedades de massa, onde as instituições dominantes têm de prover e até mesmo criar as necessidades de multidões e de seus participantes anônimos, da mesma forma que desenvolvem mecanismos eficazes para controlar essas massas humanas, fazê-las produzir, consumir e se conformar com seus destinos e sonhos. Vimos que entre cultura e nação há relações antigas; ambas são áreas de preocupação que estiveram associadas de perto em seu desenvolvimento. Cultura e nação são dimensões de referência necessárias para se entender o mundo contemporâneo. Pode-se, assim, entender a cultura nacional como a cultura comum de uma sociedade nacional, uma dimensão dinâmica e viva, importante nos processos internos dessa sociedade, importante para entender as relações internacionais. É importante ressaltar que a ciência e a tecnologia são aspectos da cultura por causa do impacto direto que têm nos destinos das sociedades atuais. O seu controle é um dos aspectos das relações de poder contemporâneas. A cultura em nossa sociedade não é imune às relações de dominação que a caracterizam. Mas é ingênuo pensar que, se a cultura comum é usada para fortalecer os interesses das classes dominantes, ela deve ser por isso jogada fora. Não podemos fazer é discutir sobre cultura ignorando as relações de poder dentro de uma sociedade ou entre sociedades. Elas se consolidaram junto com o processo de formação de nações modernas dominadas por uma classe social. As preocupações com cultura surgiram assim associadas tanto ao progresso da sociedade e do conhecimento quanto a novas formas de dominação. Hoje em dia os centros de poder da sociedade se preocupam com a cultura, procuram defini-la, entendê-la, controlá-la, agir sobre seu desenvolvimento. Como vocês podem ver, as preocupações com a cultura mantêm sua proximidade com as relações de poder. Da mesma forma, a cultura pode ser tratada como uma realidade estanque, de características acabadas, capaz de explicar a vida da sociedade e o comportamento de seus membros: se a cultura não mudasse não haveria o que fazer senão aceitar como naturais as suas características, e estariam justificadas assim as suas relações de poder. Insistir no entanto em que o equívoco está na maneira de tratar a cultura, e nem sempre nos temas e preocupações que essas maneiras revelam. Assim, podemos reter da comparação entre culturas e realidades culturais diversas, a compreensão de que suas características não são absolutas, não respondem a exigências naturais, mas sim que são históricas e sujeitas a transformações.

A cultura é uma produção coletiva, mas nas sociedades de classe seu controle e benefícios não pertencem a todos. Entendemos neste caso que a cultura diz respeito a uma esfera, a um domínio, da vida social. Contam-se inúmeras definições de cultura, mas podemos nos valer de certos procedimentos metodológicos: 1) partir de uma noção básica de cultura; 2) não erigir nenhuma definição de cultura como a única verdadeira e exata; 3) procurar sempre captar ou explicitar a área conceitual em que se está trabalhando no momento; 4) distinguir claramente cultura de outros termos próximos ou costumeiramente aproximados; 5) perceber e diferenciar os enfoques mais constantes e mais ricos de cultura, a saber, o enfoque filosófico, o humanista, o etnológico e o da antropologia cultural. A cultura é o desenvolvimento intelectual do ser humano, são os costumes e valores de uma sociedade.



Aluno : ABILIO MACHADO

CULTURA - Trabalho de curso

 

Colégio Estadual do Paraná

Curso de Arte Dramática e Formação do Ator Cênico III

ORGANIZAÇÃO DE PROJETOS TEATRAIS

Professora Ana Cristina M de Souza



ABILIO MACHADO



CULTURA

A cultura é parte do que somos, nela está o que regula nossa convivência e nossa comunicação em sociedade.




A cultura, se formos ao pé da letra seria:

Substantivo feminino

1. agr ação, processo ou efeito de cultivar a terra; lavra, cultivo.

2. bio cultivo de célula ou tecido vivos em uma solução contendo nutrientes adequados e em condições propícias à sobrevivência.



A CULTURA é fundamental para a compreensão de diversos valores morais e éticos que guiam nosso comportamento social.   Entender como estes valores se internalizaram em nós e como eles conduzem nossas emoções e a avaliação do outro, é um grande desafio. É ainda o conjunto de atividades e modos de agir, costumes e instruções de um povo. É o meio pelo qual o homem se adapta às condições de existência transformando a realidade.

Cultura é um processo em permanente evolução, diverso e rico. É o desenvolvimento de um grupo social, uma nação, uma comunidade; fruto do esforço coletivo pelo aprimoramento de valores espirituais e materiais.  É o conjunto de fenômenos materiais e ideológicos que caracterizam um grupo étnico ou uma nação (língua, costumes, rituais, culinária, vestuário, religião, etc.), estando em permanente processo de mudança.

A cultura possui tanto aspectos tangíveis - objetos ou símbolos que fazem parte do seu contexto - quanto intangíveis - ideias, normas que regulam o comportamento, formas de religiosidade. Esses aspectos constroem a realidade social dividida por aqueles que a integram, dando forma a relações e estabelecendo valores e normas.

No sentido Antropológico, não falamos em Cultura, no singular, mas em culturas, no plural, pois a lei, os valores, as crenças, as práticas e instituições variam de formação social para formação social. Além disso, uma mesma sociedade, por ser temporal e histórica, passa por transformações culturais amplas e, sob esse aspecto, Antropologia e História se completam, ainda que os ritmos temporais das várias sociedades não sejam os mesmos, algumas mudando mais lentamente e outras mais rapidamente.

Se reunirmos o sentido amplo e o sentido restrito, compreenderemos que a Cultura é a maneira pela qual os humanos se humanizam por meio de práticas que criam a existência social, econômica, política, religiosa, intelectual e artística.

A religião, a culinária, o vestuário, o mobiliário, as formas de habitação, os hábitos à mesa, as cerimônias, o modo de relacionar-se com os mais velhos e os mais jovens, com os animais e com a terra, os utensílios, as técnicas, as instituições sociais (como a família) e políticas (como o Estado), os costumes diante da morte, a guerra, o trabalho, as ciências, a Filosofia, as artes, os jogos, as festas, os tribunais, as relações amorosas, as diferenças sexuais e étnicas, tudo isso constitui a Cultura como invenção da relação com o Outro.

O Outro, antes de tudo, é a Natureza. A naturalidade é o Outro da humanidade. A seguir, os deuses, maiores do que os humanos, superiores e poderosos. Depois, os outros humanos, os diferentes de nós mesmos: os estrangeiros, os antepassados e os descendentes, os inimigos e os amigos, os homens para as mulheres, as mulheres para os homens, os mais velhos para os jovens, os mais jovens para os velhos, etc.

Em sociedades como a nossa, divididas em classes sociais, o Outro é também a outra classe social, diferente da nossa, de modo que a divisão social coloca o Outro no interior da mesma sociedade e define relações de conflito, exploração, opressão, luta. Entre os inúmeros resultados da existência da alteridade (o ser, um Outro) no interior da mesma sociedade, encontramos a divisão entre cultura de elite e cultura popular, cultura erudita e cultura de massa.

Devo anotar aqui a questão do RELATIVISMO CULTURAL que é uma ideologia político-social que defende a validade e a riqueza de qualquer sistema cultural e nega qualquer valorização moral e ética dos mesmo.

O relativismo cultural defende que o bem e o mal são relativos a cada cultura. O "bem" coincide com o que é "socialmente aprovado" numa dada cultura. Assim Gensler coloca que os princípios morais descrevem convenções sociais e devem ser baseados nas normas da nossa sociedade. 

Ex.: Na cultura europeia-ocidental, o ato de comer é feito com garfo, faca e colher.  Excetuando-se os cerimoniais, não há ordem estabelecida para sentar na mesa. Na China o costume é comer sentado.  No interior do nordeste é costume comer utilizando-se os dedos.  Junta-se um punhado de comida, em geral com farinha e com os dedos leva-a à boca.  Hábitos diferentes que naturais em seus contextos, podem ser mal interpretados fora deles.  Assim, comer com a mão pode ser uma falta de educação, comer com colher pode ser coisa de pobre ou comer com garfo e faca ou palitos pode parecer estranho a quem não tem este hábito.

Uma cultura não é estática, ela está em constante mudança de acordo com os acontecimentos vividos por seus integrantes. Valores que possuíam força no passado se enfraquecem no novo contexto vivido pelas novas gerações, a depender das novas necessidades que surgem, já que o mundo social também não é estático. Movimentos contra culturais, como o punk ou o rock, são exemplos claros do processo de mudança de valores culturais que algumas sociedades viveram de forma generalizada.

Mesmo dentro de uma mesma sociedade podem existir divergências culturais. Alguns grupos, ou pessoas, podem ter fortes valores baseados em crenças religiosas, enquanto outras prefiram a lógica do progresso científico para compreender o mundo. A diversidade cultural é um fato em nossa realidade globalizada, onde o contato entre o que consideramos familiar e o que consideramos estranho é comum. Ideias diferentes, comportamento, contato com línguas estrangeiras ou com a culinária de outras culturas tornou-se tão corriqueiro em nosso dia a dia que mal paramos para pensar no impacto que sofremos diariamente, seja na adoção de expressões de línguas estrangeiras ou na incorporação de alimentos exóticos em nossa rotina alimentar.

O contato com culturas diferentes também modifica alguns aspectos de nossa cultura. O processo de aculturação, onde uma cultura absorve ou adota certos aspectos de outra a partir do seu convívio, é comum em nossa realidade globalizada, onde temos contato quase perpétuo com culturas de todas as formas e lugares possíveis antes nem mesmo imaginados.

Do livro ‘O que é cultura’ de Santos podemos absorver que a cultura é uma produção coletiva, mas nas sociedades de classe seu controle e benefícios não pertencem a todos. Entendemos neste caso que a cultura diz respeito a uma esfera, a um domínio, da vida social. Contam-se inúmeras definições de cultura, mas podemos nos valer de certos procedimentos metodológicos: 1) partir de uma noção básica de cultura; 2) não erigir nenhuma definição de cultura como a única verdadeira e exata; 3) procurar sempre captar ou explicitar a área conceitual em que se está trabalhando no momento; 4) distinguir claramente cultura de outros termos próximos ou costumeiramente aproximados; 5) perceber e diferenciar os enfoques mais constantes e mais ricos de cultura, a saber, o enfoque filosófico, o humanista, o etnológico e o da antropologia cultural. A cultura é o desenvolvimento intelectual do ser humano, são os costumes e valores de uma sociedade.


REFERÊNCIA

SANTOS, José Luiz dos. O que é cultura. Coleção Primeiros Passos. Editora Brasiliense

http://criticanarede.com/fil_relatcultural.html H. Gensler

https://www.youtube.com/watch?v=42EpgFBDrts o que é cultura?



SUGESTÃO DE LEITURAS

CHAUÍ, Marilena. O que é ideologia. Coleção Primeiros Passos. Editora Brasiliense

NETO, Antonio A. A..O que é cultura popular. Coleção Primeiros Passos. Editora Brasiliense

VALE, Edênio e QUEIROZ, José. A Cultura do Povo. Cortez e Moraes Editores.

Elvis e Bessie : Midnight in Memphis

  A faxineira deveria ser invisível. Era esse o papel que esperavam dela. Mas às 2h47 da manhã, no silencioso RCA Studio B, alguém invisível...